A juventude portuguesa atravessa grandes dificuldades na conquista da sua autonomia e independência. Os números são cada vez mais assustadores, avistando um futuro incerto e instável para as gerações vindouras, quer no mundo laboral e económico. A crise parece estar vestida de negro com uma foice pronta a decapitar todas as oportunidades e esperanças.
1,57 milhões de pessoas
De um total de 10,6 milhões de habitantes portugueses contabilizados no fim do ano passado, 1,57 milhões tinham entre 25 e 34 anos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
181,3 mil sem emprego
Segundo o INE, no fim de 2010, contavam-se 181,3 mil jovens dos 25 aos 34 anos. E apenas 75 mil (25%) pessoas com menos de 35 anos recebiam subsídio de desemprego.
1,24 milhões de empregados
Segundo o INE, eram 1,24 milhões os empregados com idades entre os 25 e os 34 anos em 2010. Em setembro do ano passado, eram 190 mil os diplomados com vínculos precários.
15,8% com curso superior
A percentagem de licenciados na população geral não chegava aos 16%. Como em 1999 contavam-se 9,3%, pode presumir-se que cerca de 7% sejam jovens com menos de 35 anos.
23% sem contrato de trabalho
Quase um quarto dos jovens (23%) demora entre 4 a 10 anos para conseguir um contrato de trabalho com duração superior a 3 meses.
56% vivem com os pais
Mais de metade dos jovens entre os 15 e os 34 anos (56%) vivem em casa dos pais, o que nos torna o sexto país da União Europeia com os números mais elevados.
28,6 – idade do casamento
Em 2009, as mulheres casavam-se, em média, aos 28,6 anos, 3 anos depois do que acontecia em 1989. Quanto ao nascimento do primeiro filho, em 2009, a idade da mãe era 28,6 anos.
20% com carro novo
Segundo dados recentes do Observador Ctelem, os jovens portugueses com menos de 30 anos representam 20% do total de compradores de carros novos, valor mais alto que noutros países.
1015 euros de vencimento
Apesar de todas as dificuldades, os dados da OCDE revelam que um jovem licenciado entre os 25 e os 34 anos (presumivelmente com contrato de trabalho) recebeu, em média, 1015 euros em 2010.
10% sem emprego
Ter curso superior não tem de ser sinónimo de emprego garantido. Que o digam 17.423 licenciados em serviços sociais que procuravam emprego em Junho do ano passado. ver mais










